Em Noites sombrias, eu a observo
Voando tranquila sob céu sem cores
Tão livre, ao mesmo tempo, tão sozinha
Como tudo que cerca a Imensidão Solitária
De um Abismo sem fim
Há muitas noites, eu a via
Sempre voando solitária e sombria
Nos pesadelos que a acompanham
Nessa infinidade tão vazia
A estas mentes que dizem:
"Ela desistiu de tentar!"
Porque Tentaria?
E a estas outras que julgam:
"Ela não almeja fugir!"
Ela bem sabe que jamais escaparia.
Sua Graça e Beleza...
"Um dia tornou-se minha Eterna Tristeza
A amargura de uma vida
Em que sempre deves conceder o perdão
Conseguiu tornar-me tão solitária
Quanto a própria solidão
Por isso estou aqui, Sozinha sob o céu
Eternamente jovem
Voando e cantando pelos ares
Na imensidão desse vazio
Aquele que um dia chamei de meu
Para os que dizem que desisti de tentar
Jamais saberão quantas vezes falhei
A Quem disse por trás, que já não quero fugir
Há muito entendi que jamais escaparei
Pois no vazio da infinidade
Encontrei minha canção
Aquela que hoje me guia
Até minha tão sonhada redenção"
A garota seguiu enfim
Para os limites deste poema
Deixando para mim, apenas a reflexão
E no vazio da noite fria, encontrei uma verdade
Entendi por fim, que no castigo desse Abismo
Ela encontrou a Liberdade
EAMA

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