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Amo escrever! Esse é meu cantinho para fazer o que eu mais gosto: as letras que se misturam e formam sonhos, fantasias!!

sexta-feira, 6 de março de 2026

AO CAVALHEIRO SEM ARMADURA

Escrevo-lhe estas linhas não para perturbar o sossego do seu coração, mas para celebrar, com palavras, a nobreza que foi ter passado por sua vida, e você ter feito histórias que ficarão marcadas na minha. 

Há afetos que nascem para serem vividos sob o calor de um momento, onde tudo vibra a favor, e outros—talvez mais resilientes—que subsistem na quietude da admiração e na distância do respeito. 

Você é, e sempre será, o capítulo favorito no meu livro de vida, poucas páginas, mas tão intensas como uma tsunami. 

É com uma sinceridade que beira a devoção que confesso: sinto-me verdadeiramente feliz ao saber que encontraste, enfim, um porto seguro, que te trouxe calmaria. 

Ver você feliz, deixa-me feliz,  confirma a integridade do meu carinho e admiração.

Se o seu espírito  encontrou repouso e o seu coração encontrou companhia, então o mundo está em perfeita ordem.

Minha amizade é um compromisso solene, uma promessa que carregarei até o meu último suspiro.

Como as personagens de nossas histórias favoritas, entendo que gostar de verdade de alguém não é a conquista, mas o desejar bem. 

Que a felicidade caminhe ao seu lado, 

que a harmonia habite seus dias

e que você nunca duvide de que, em algum lugar, existe alguém que celebra a sua existência,

com a mesma pureza de uma primeira primavera.

....


quinta-feira, 5 de março de 2026

O ECLIPSE DO AGORA


Houve um tempo em que o mundo era horizonte.

Um tempo em que o azul do céu não era um peso, mas um convite,

e o sol não ardia — ele apenas pousava em meu corpo, 

como um pássaro de luz sobre as palhas do meu chapéu.

Naquela margem, o rio era o espelho de uma paz que eu habitava.

O livro aberto, as páginas entregues ao vento,

a vida lida em capítulos de claridade.

Ali, o contraste era apenas a sombra suave sob o couro da bolsa,

um descanso necessário para que o brilho não cegasse.

Mas hoje, o cenário mudou de cor sem pedir licença.

O azul profundo tornou-se um céu de chumbo,

e o silêncio, que antes era preenchimento, agora é vácuo.

Há simetria entre o belo e o sombrio,

exaurida de transitar entre esses dois reinos que não se conversam.

Viver o contraste é como caminhar em uma corda bamba

entre a lembrança do que fui e a dor do que sou.

É natural querer que a oscilação pare.

É humano desejar que a noite, finalmente, se torne apenas... noite,

sem a crueldade de me lembrar de que um dia houve ontem,
Sem a crueldade de me lembrar de que um dia houve manhã.

JAMA