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Amo escrever! Esse é meu cantinho para fazer o que eu mais gosto: as letras que se misturam e formam sonhos, fantasias!!

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

_O CANTO DO PESADELO_

"Você me chama pelos ares 

Grita por mim 

Do topo das mais altas árvores 

É você que pinta sutilmente de cor,

O cinza tão frio desse vasto e solitário bosque?


Meu bem me diga:

'Por que nunca desistiu de mim?’

Pois tú bem sabes querido,

Que se esse bosque fosse meu:


Teu canto singelo, ressoaria pelos montes

Até o mais distante mar

O Canto de liberdade que tanto prometeu me dar

Mas o clamor de desespero 

Que sussurra pelos campos 

Floridos de dor e redenção 

Me servem apenas para lembrar:


Que nos sonhos de menina 

Que em teu amor, tanto juraste me dar

O Canto do Pesadelo 

Jamais me deixará te amar"


Bela Flor

_FELICIDADE_

 

Você está feliz agora?

Está finalmente feliz? 

Me alegro em saber que está feliz, 

ainda que sua alegria

signifique minha tristeza, 

minha tão esquecida solidão. 

Sua ausência me deixou um grande vazio, 

em um quarto escuro e frio, 

onde luzes não são permitidas.

Você me deu as chaves para a liberdade 

que tanto almejei, 

porém...

Terei forças para mantê-la aberta? 

A casa onde a menina se encontrou 

em meio a escuridão, daquela vasta e bela prisão?

Poderei cumprir o que prometi?

Ou deixarei que as correntes me entrelacem novamente?

(Bela Flor)


_MENTES VAZIAS_

 


Sinto que mil coisas passam por mim

Mas não as percebo

Estou Presa, Paralisada

No Mundo que parece de pernas ao ar

Enquanto estou aqui


O céu e as estrelas caem

Enquanto estou aqui

Com nada mais, além de meus sonhos

Belas lembranças que não voltam mais

Poemas e contos escritos

Para acalmar essa dor

Que me invade, e me joga 

De um lado para o outro

Como em grandes ondas

Que se desmancham ao fim da tempestade


Entre elas, eu estou

Sozinha assim

Com as mãos na cabeça, prestes a explodir

Nesse mundo que pra mim,

Parece tão pequeno

Muito só em meio a multidão


Aquelas mentes tão vazias, sim

Que me destroem

"Opiniões não são bem vistas

Nesta sociedade programada"


Nada nem ninguém consegue entender

O que sinto quando estou

Sozinha aqui com você

Seu infinito que me causa a dor

Que estou condenada a sofrer

Até que você sinta pena de mim


O por que? não sei, desisti de entender

Não entendo o pensamento desse abismo

Pois a ele não pertenço 

Tampouco entendo a multidão

Que me julga enquanto caio

Cada vez mais

Entre essas mentes tão vazias


 _Angélica Acácio_ , _escrito em 01 de Julho de 2019, adaptado em 22 de Maio de 2023_

_A MENINA QUE ENCONTREI AQUI_

Em Noites sombrias, eu a observo

Voando tranquila sob céu sem cores

Tão livre, ao mesmo tempo, tão sozinha

Como tudo que cerca a Imensidão Solitária 

De um Abismo sem fim 


Há muitas noites, eu a via 

Sempre voando solitária e sombria 

Nos pesadelos que a acompanham 

Nessa infinidade tão vazia 


A estas mentes que dizem:

"Ela desistiu de tentar!"

Porque Tentaria?

E a estas outras que julgam:

"Ela não almeja fugir!"

Ela bem sabe que jamais escaparia.


Sua Graça e Beleza...

"Um dia tornou-se minha Eterna Tristeza 

A amargura de uma vida 

Em que sempre deves conceder o perdão

Conseguiu tornar-me tão solitária 

Quanto a própria solidão


Por isso estou aqui, Sozinha sob o céu 

Eternamente jovem

Voando e cantando pelos ares

Na imensidão desse vazio 

Aquele que um dia chamei de meu


Para os que dizem que desisti de tentar

Jamais saberão quantas vezes falhei 

A Quem disse por trás, que já não quero fugir 

Há muito entendi que jamais escaparei


Pois no vazio da infinidade 

Encontrei minha canção 

Aquela que hoje me guia

Até minha tão sonhada redenção"


A garota seguiu enfim

Para os limites deste poema

Deixando para mim, apenas a reflexão 

E no vazio da noite fria, encontrei uma verdade

Entendi por fim, que no castigo desse Abismo 

Ela encontrou a Liberdade


EAMA


Borboleta Amargarida

 Borboleta AMargarida

Entristecida, cinza e murcha

Tão desprovida e carente, 

De suas outrora belas cores

Também sinto falta da,

Já perdida, Alegria Vermelha.


A borboleta margarida

Se perdeu em meio a brisa

De sua própria e culpada:

Mente jovem e Falha.

Já enegrida pelas correntes

Que a enlaçaram,

Antes que pudesse ser salva.


A borboleta margarida

Foi consumida

Pelas correntes agora entrelaçadas,

Em sua frágil e machucada alma.

Bela Flor

Que lhe sugaram sem pudor

A anterior alegria e inocência.


Ela foi transformada então

Como tantas como ela

Em apenas mais uma:

Borboleta AMargaRida

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

Acácias sob o vento

 _ACÁCIAS SOB O VENTO_ 


Sob a colina, onde o crepúsculo avermelhado se mistura com o pó, ela se senta. Seus olhos, tão vermelhos quanto o céu, escondem, sob o pó de mentiras tão bonitas, segredos de uma vida que desmorona. O vento sussurra entre as acácias, um som suave e melancólico que ecoa sua dor e ansiedade.


Ela observa o entardecer, admirando as cores que dançam no horizonte, mas cada tom de laranja e vermelho é um lembrete da tempestade que se aproxima. Desde a infância, ela lutou contra essa tempestade, tentando inútilmente proteger, seu Reino de Acácias Perfeitas.


Agora, paralisada e conformada, ela sente o peso do inevitável. As folhas das acácias tremulam com o vento, como se sussurrassem segredos de tempos passados. O som do vento nas árvores é um lamento, uma canção triste que acompanha a queda de seu mundo.


Ela se pergunta se algum dia encontrará paz, ou se sempre será uma prisioneira do crepúsculo, onde a beleza do entardecer esconde a dor de um coração quebrado.


EAMA