Por que o amor morre?
Um dia, observando as flores do meu jardim, notei que no mesmo galho existiam duas rosas tão diferentes.
Uma, as pétalas brilhavam de tão vivas e bonitas, a outra estava murchando aos poucos, as pétalas estavam se contraindo como se sentissem dor profunda.
Então eu vi que o amor pode ser comparado as plantas de um jardim, de rosas que nascem em um mesmo galho, mas não crescem igualmente. Por que será? Eu me indagava Eu continuava a divagar com meus pensamentos e observações.
A rosa com pétalas firmes não sentia o efeito do tempo sobre o amor porque ela tinha os maiores espinhos e só machucava, era egocêntrica em sugar cada partícula do galho para ser feliz, não se importava com a pobre rosa de pétalas murchas, sofrida pelo tempo e pelos ferimentos do longos espinhos da rosa Alfa.
A rosa de pétalas murchas amava demais a rosa de pétalas vibrantes que não se importava em ter o mínimo de amor, sempre o mínimo.
Ela não percebia que com o passar dos anos ela se desgastou demais porque o amor era bilateral.
Sofria calada, sentia frio na madrugada com suas pétalas murchas e caindo.
O amor escorria por suas pétalas e caia no chão para servir de adubo ao amor verdadeiro quando este chegasse.
Pobre rosa, pobre rosa, por que amastes tanto, por tanto tempo, aquele que não retribuiu à altura o seu amor.
Ele sugou a beleza de suas pétalas, ele ofuscou sua cor, seu brilho, ignorou sua dor. Pequena rosa infeliz, morreu!!!! sem sentir o amor verdadeiro, sem se sentir amada
por inteiro, sem precisar implorar atenção, compreensão e cuidado.
Agora eu sei, pobre rosa, que o amor morre pela falta de atenção e cuidado.
N.G
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