sexta-feira, 20 de setembro de 2024

ILUSÃO

Hoje apaguei nossa conversa, mas antes a li do início ao fim. Foi como testemunhar o germinar, florescer e, em um instante, murchar de uma flor. A rapidez foi avassaladora, e a frase “fácil vem, fácil vai” ecoou em minha mente.

Nós não somos nada, nunca fomos. Talvez uma paixão forjado para escapar de nossas realidades. 

Conexões imediatas não são erradas, mas com o tempo percebemos que o amor exige construção e que a honestidade consigo mesmo é essencial para não ferir o outro. 

Passei os olhos sobre os poemas que escrevi pensando em você, tentei ignorá-los, mas ignorar é desvalorizar os meus sentimentos, é violência psicológica, é não conseguir viver com você eternizado em meus versos. É dizer que não sou capaz de viver com as lembranças que, por um instante, me fizeram feliz.

A sua partida deixa em mim marcas indeléveis. A sensação de que suas mãos ainda tocam o meu corpo me faz sentir  frágil ao pensar no que deveria ter sido, e não foi!

Amores perdidos no caminho da vida são mais que amores, são histórias escritas a dedo para deixar impressões digitais em todo o papel, que molhado está das lágrimas de saudades do que nunca foi real! Ilusão...!


(N.G.)

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